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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Últimas sessões

Segunda-feira (dia 09) começa o último ciclo do ano de Cinema Francês na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. Animações, documentários e ficções estão na programação de novembro. A entrada é gratuita e as sessões acontecem sempre às 18h30. Para reservar um dos lugares do Cineclube é só entrar em contato pelo telefone (48) 3224 8846 ou através do email fundacaocultural@badesc.gov.br

09/11
A Ilha Vigilante - L'Île Veilleuse - (França, 2006), de Euzhan Palcy. PB. Duração 55min.
A vida, a obra e a ação política do poeta Aime Césaire conduz os espectadores a descobrir sua Martinica. Político anti-colonial com vários mandatos na Martinica, é um desses artistas a quem a cultura branca virou as costas. Negro, ostenta sua "negritude", consciente de suas raízes africanas. Para ele, o homem vê, pensa e integra a natureza numa espécie de cerimônia sem contornos, inesgotável.

16/11
Decididamente Animados/ Do Curta ao Longa (França, selecionados em  2008).
Animação em Cores. Duração 64min

O ladrão de pára-raios (Le voleur de paratonnerres), de Paul Grimault (10min)
Os caramujos (Les escargots), de René Laloux (11min)
Um coração para emergências (Coeur de secours), de Piotr Kamler (9 min)
Port’ e a Filha das Águas (Port’ et la Fille des Eaux), de Jean-François Laguionie (12min)
Os três Inventores (Les Trois inventeurs), de Michel Ocelot (13 min)
O Pequeno Circo de Todas as Cores (Le Petit Cirque de Toutes Les Couleurs), de Jacques-Rémy Girerd (7 min)
Tudo Bem, Tudo Bem (Ça va, ça va), de Sylvain Chomet e Philippe Leclerc (3 min)

23/11
África sobre o Sena - Afrique Sur Seine (França/Senegal, 1957), de Mamadou Sarr e Paulin Vieyra .PB. Duração 21min.
Com Marpessa Dawn, M Bathily, AM Baye, C. Clairval, D. Dane, I. Diop, M. Leprovol, P. Letourneur, L. Malik
A África está na África sobre as margens do Sena ou no Quartier Latin? Interrogações "meio-amargas" de uma geração de artistas e estudantes à procura de sua civilização, sua cultura e seu futuro.

O Wazzou Polígamo (França, 1970). De Oumarou Ganda.
Com Issa Goumbokoye, Lam Dia, Salamatou Joseph. Cores. Duração 38min.
Ganhador do Prêmio de Crítica Internacional no Festival de Dinard, 1972
Etlon de Yennenga, Fespaco 1972
Um mulçumano recebe o título de El Hadj quando volta de Meca. Inescrupulosamente ele cobiça a jovem Satou, prometida a Garba, que, furioso, deixa a aldeia. Entretanto, a segunda esposa do hadj não aceita a intrusa e planeja matar Satou antes da cerimônia.

30/11
Paris é bonita! - Paris c'est joli (França, 1974).
Cores. Duração 23min.
De Inoussa Ousseini. Com Jo Anouma, Charlotte French
Um jovem africano chega à França clandestinamente. Em 24 horas ele será mistificado, enganado e destituído de seus poucos bens. Após uma noite na bela estrela e apesar de toda sua família ter ficado no país, ele envia uma carta em que escreve "Paris é bonita".

Os príncipes negros de Saint Germain de Pres -
Les Princes Noirs de Saint Germain de Pres (França/Senegal, 1975)
Cores. Duração 14min.
De Ben Diogaye Beye. Com Aziz Diiop, Muriel Dovaz, Moussa Sarr, Aurélia Crawford, Moussa Coulibay, Christiane Gibelin, Claire Lorain
Nas esplanadas de Saint-Germain-de-Pres, as jovens brancas que procuram exotismo são as preferidas de efebos elegantes e pretensiosos. A imaginação deles nunca é pouca para entreter e convencer as suas crédulas conquistas. Momentaneamente sem dinheiro, eles serão "príncipes" vindos de lendários reinados.

Os cowboys são negros - Les Cow-Boys Sont Noirs (França, 1966)
PB. Duração 15min.
De Serge-Henri Moati. Com Moustapha Alassae, Petit Bana, Djingarey Maiga, Boubacar Souna, Ibrahim Yacouba, Abdou Nani, Moussa Arouna, Zalika Souley.
Moustapha Alassane, cineasta nigeriano, realiza Le Retour d'un (O Regresso de um Aventureiro), primeiro western africano. Os cowboys são negros conta a história deste filme de ação e de amor e mostra-nos como é tênue a fronteira entre a realidade e a ficção, o cinema e a vida.

A Fundação Cultural BADESC fica na rua Visconde de Ouro Preto, 216, centro.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sempre uma emoção

Gosto muito de ouvir.
E quando um escritor fala, bem...

Assim começa esta história:

Ruas de Porto Alegre. Mais de 35 graus à sombra (sem vento ou brisa do mar pra refrescar), o calor é abafado enquanto caminho em busca de novidades.

Diante de uma gigantesca feira do livro, mais de mil possibilidades de leitura para escolher. Entre infinitas opções de títulos e autores, seguro nas mãos “Um doce aroma de morte” no exato momento em que uma voz anuncia pelo alto-falante a presença do escritor e roteirista mexicano Guillermo Arriaga.

Começo a acreditar que as melhores viagens são aquelas que não programamos.
 



Para quem já assistiu “Amores Brutos”, “21 gramas” e “Babel” o nome de Arriaga dispensa apresentações.
Formado em Comunicação e História, o premiado escritor de “Amores Perros” (Prêmio Bafta 2000 de melhor filme em língua não-inglesa) veio ao Brasil lançar o livro “Esquadrão Guilhotina”, pela editora Gryphus.
 
Por mais de uma hora e meia, o autor de histórias conhecidas no cinema prendeu a atenção do público presente sábado no Memorial RS.

Guillermo Arriaga falou, entre outros temas, sobre literatura (“se escreve para que nos queiram mais”), morte (“ao redor da morte temos criado barreiras/ a morte é dureza, é intensidade”), arte (“a arte é uma afirmação da vida e tem que explorar todas as possibilidades para se comunicar com o outro”), Brasil (“todos os anos venho participar de eventos literários/ necessito de doses de Brasil”) e vida (“nada nos prepara para a próxima hora”).
 


Ao responder perguntas do público, Guillermo deixou claro que a falta de reconhecimento do trabalho dele como escritor teria sido uma das principais causas do rompimento da parceria com o cineasta Alejandro González-Iñárritu. Enquanto o diretor leva todo o crédito da autoria de um filme, nomes importantes da equipe ficam esquecidos. Para Arriaga “o cinema é um ato de colaboração, todos criam uma obra de maneira conjunta”.

Será que na vida as histórias também se cruzam como nos livros e filmes de Guillermo? Ele tem certeza que sim. “Todos nós criamos estruturas narrativas sofisticadas todos os dias”. A mistura de cinema com literatura torna a obra de Arriaga ainda mais envolvente. Tanto nos filmes como nos livros os relatos têm sempre uma dose dolorosa de realidade.



"Espero que este livro entre em teu sangue e alimente tua alma
um beijo, Guillermo Arriaga"

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A 55ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre vai até o próximo dia 15. E como bem diz o slogan deste ano “Tem sempre uma emoção esperando por você”.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Pensamentos Avulsos (13)



E no final

nos resta

apenas

o

silêncio...


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Até debaixo d'água

Puro Osso, o Ceifador Sinistro, personagem do desenho As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy (The Grim Adventures of Billy & Mandy), foi modelo fotográfico exemplar nessas minhas tentativas de produzir uma foto splash*. Quem já tentou sabe que acertar o sincronismo entre o disparo do obturador e o momento do splash é algo que exige atenção. É um ótimo exercício para testar a paciência.


Ah! A sequencia abaixo foi pura brincadeira...
(O professor de foto gostou do resultado)

 
 


*Foto Splash é o registro do impacto no momento exato em que o objeto toca a superfície de um líquido, provocando um efeito de explosão.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Poesia e mais poesia

Ontem foi Dia do poeta.
E hoje à noite um grande poeta será lembrado na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis, com o lançamento de um livro. Duzentas e quarenta páginas compõem "Melhores Poemas de Lindolf Bell", a mais completa antologia da obra do catarinense que morreu em 1998. A seleção foi feita pelo escritor e crítico literário Péricles Prade, amigo de infância do poeta.

Bell ficou conhecido em todo país e até no exterior através do Movimento Catequese Poética, lançado em São Paulo em 1964. A intenção era aproximar o povo da poesia por meio de leituras em lugares diversos como escolas, viadutos, estádios, feiras, teatros, entre outros.

A partir das 19h de hoje o público vai poder assistir ao documentário "Palavra a Palavra", de Bhig Villas Bôas. A noite de autógrafos vai ter ainda a leitura de poemas de Lindolf Bell por Dennis Radünz, com a participação de Flora Holderbaum ao violino.

"(...) Segui sempre
e de tanto seguir
estacionei.
Cruzei árvores, ouvi fontes,
rolei das encostas
até sombras e sombrais
e nas masmorras do tempo
chorei um número incontável
de dias sem memória.

Sempre caminhei em linha reta.
Sempre andei em linha reta
e quando tornei ao lugar de partida
não me encontrei (...)"

E muito mais hoje na sede da Fundação, que fica na rua Visconde de Ouro Preto, 216, centro.

Para saber mais sobre o poeta acesse http://www.lindolfbell.com.br/