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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Ao ar livre

Domingo à noite. Céu estrelado e uma lua belíssima para iluminar ainda mais o Parque de Coqueiros, em Florianópolis. Cinco palcos foram montados para apresentação do grande concerto "Apoteose", que reuniu cinco orquestras interpretando clássicos da música erudita e canções de Natal.

Na primeira parte o público ouviu atentamente as execuções individuais das orquestras de Câmara de Blumenau,  Filarmônica de Jaraguá do Sul, Sinfônica de Santa Catarina, Camerata Florianópolis e Sinfônica de Florianópolis.

Em seguida veio o melhor presente. Os mais de 200 músicos das cinco orquestras tocaram juntos seis músicas: Pompa e Circunstâncias de Edward Elgar, Medley Vienense, de Johann Strauss, Radestsky March, de Johann Strauss, Bottmische Polka, do Cancioneiro Alemão, Noite Feliz, de Franz Gruber, e Boas Festas, de Assis Valente. Com direito a bis, o espetáculo durou mais de duas horas.

Um verdadeiro show bem pertinho do mar.

"Papai Noel vê se você tem a felicidade pra você me dar..."

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pensamentos Avulsos (14)




Para crer
não basta ver
é necessário sobretudo compreender

domingo, 22 de novembro de 2009

Estranho (e divertido) mundo



Humor e ironia na pequena animação de Tim Burton que divulga a exposição dele no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova Iorque. A mostra, que vai até 26 de abril de 2010,  reúne mais de 700 obras do artista plástico, escritor e cineasta americano. São desenhos, fotos, pinturas, esculturas e, é claro, filmes.

Vai ser publicado também um livro sobre a obra artística e cinematográfica de Burton que inclui desde os desenhos de infância e juventude até os trabalhos mais recentes.

Quer saber mais?
Visite o MoMA

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Últimas sessões

Segunda-feira (dia 09) começa o último ciclo do ano de Cinema Francês na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. Animações, documentários e ficções estão na programação de novembro. A entrada é gratuita e as sessões acontecem sempre às 18h30. Para reservar um dos lugares do Cineclube é só entrar em contato pelo telefone (48) 3224 8846 ou através do email fundacaocultural@badesc.gov.br

09/11
A Ilha Vigilante - L'Île Veilleuse - (França, 2006), de Euzhan Palcy. PB. Duração 55min.
A vida, a obra e a ação política do poeta Aime Césaire conduz os espectadores a descobrir sua Martinica. Político anti-colonial com vários mandatos na Martinica, é um desses artistas a quem a cultura branca virou as costas. Negro, ostenta sua "negritude", consciente de suas raízes africanas. Para ele, o homem vê, pensa e integra a natureza numa espécie de cerimônia sem contornos, inesgotável.

16/11
Decididamente Animados/ Do Curta ao Longa (França, selecionados em  2008).
Animação em Cores. Duração 64min

O ladrão de pára-raios (Le voleur de paratonnerres), de Paul Grimault (10min)
Os caramujos (Les escargots), de René Laloux (11min)
Um coração para emergências (Coeur de secours), de Piotr Kamler (9 min)
Port’ e a Filha das Águas (Port’ et la Fille des Eaux), de Jean-François Laguionie (12min)
Os três Inventores (Les Trois inventeurs), de Michel Ocelot (13 min)
O Pequeno Circo de Todas as Cores (Le Petit Cirque de Toutes Les Couleurs), de Jacques-Rémy Girerd (7 min)
Tudo Bem, Tudo Bem (Ça va, ça va), de Sylvain Chomet e Philippe Leclerc (3 min)

23/11
África sobre o Sena - Afrique Sur Seine (França/Senegal, 1957), de Mamadou Sarr e Paulin Vieyra .PB. Duração 21min.
Com Marpessa Dawn, M Bathily, AM Baye, C. Clairval, D. Dane, I. Diop, M. Leprovol, P. Letourneur, L. Malik
A África está na África sobre as margens do Sena ou no Quartier Latin? Interrogações "meio-amargas" de uma geração de artistas e estudantes à procura de sua civilização, sua cultura e seu futuro.

O Wazzou Polígamo (França, 1970). De Oumarou Ganda.
Com Issa Goumbokoye, Lam Dia, Salamatou Joseph. Cores. Duração 38min.
Ganhador do Prêmio de Crítica Internacional no Festival de Dinard, 1972
Etlon de Yennenga, Fespaco 1972
Um mulçumano recebe o título de El Hadj quando volta de Meca. Inescrupulosamente ele cobiça a jovem Satou, prometida a Garba, que, furioso, deixa a aldeia. Entretanto, a segunda esposa do hadj não aceita a intrusa e planeja matar Satou antes da cerimônia.

30/11
Paris é bonita! - Paris c'est joli (França, 1974).
Cores. Duração 23min.
De Inoussa Ousseini. Com Jo Anouma, Charlotte French
Um jovem africano chega à França clandestinamente. Em 24 horas ele será mistificado, enganado e destituído de seus poucos bens. Após uma noite na bela estrela e apesar de toda sua família ter ficado no país, ele envia uma carta em que escreve "Paris é bonita".

Os príncipes negros de Saint Germain de Pres -
Les Princes Noirs de Saint Germain de Pres (França/Senegal, 1975)
Cores. Duração 14min.
De Ben Diogaye Beye. Com Aziz Diiop, Muriel Dovaz, Moussa Sarr, Aurélia Crawford, Moussa Coulibay, Christiane Gibelin, Claire Lorain
Nas esplanadas de Saint-Germain-de-Pres, as jovens brancas que procuram exotismo são as preferidas de efebos elegantes e pretensiosos. A imaginação deles nunca é pouca para entreter e convencer as suas crédulas conquistas. Momentaneamente sem dinheiro, eles serão "príncipes" vindos de lendários reinados.

Os cowboys são negros - Les Cow-Boys Sont Noirs (França, 1966)
PB. Duração 15min.
De Serge-Henri Moati. Com Moustapha Alassae, Petit Bana, Djingarey Maiga, Boubacar Souna, Ibrahim Yacouba, Abdou Nani, Moussa Arouna, Zalika Souley.
Moustapha Alassane, cineasta nigeriano, realiza Le Retour d'un (O Regresso de um Aventureiro), primeiro western africano. Os cowboys são negros conta a história deste filme de ação e de amor e mostra-nos como é tênue a fronteira entre a realidade e a ficção, o cinema e a vida.

A Fundação Cultural BADESC fica na rua Visconde de Ouro Preto, 216, centro.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sempre uma emoção

Gosto muito de ouvir.
E quando um escritor fala, bem...

Assim começa esta história:

Ruas de Porto Alegre. Mais de 35 graus à sombra (sem vento ou brisa do mar pra refrescar), o calor é abafado enquanto caminho em busca de novidades.

Diante de uma gigantesca feira do livro, mais de mil possibilidades de leitura para escolher. Entre infinitas opções de títulos e autores, seguro nas mãos “Um doce aroma de morte” no exato momento em que uma voz anuncia pelo alto-falante a presença do escritor e roteirista mexicano Guillermo Arriaga.

Começo a acreditar que as melhores viagens são aquelas que não programamos.
 



Para quem já assistiu “Amores Brutos”, “21 gramas” e “Babel” o nome de Arriaga dispensa apresentações.
Formado em Comunicação e História, o premiado escritor de “Amores Perros” (Prêmio Bafta 2000 de melhor filme em língua não-inglesa) veio ao Brasil lançar o livro “Esquadrão Guilhotina”, pela editora Gryphus.
 
Por mais de uma hora e meia, o autor de histórias conhecidas no cinema prendeu a atenção do público presente sábado no Memorial RS.

Guillermo Arriaga falou, entre outros temas, sobre literatura (“se escreve para que nos queiram mais”), morte (“ao redor da morte temos criado barreiras/ a morte é dureza, é intensidade”), arte (“a arte é uma afirmação da vida e tem que explorar todas as possibilidades para se comunicar com o outro”), Brasil (“todos os anos venho participar de eventos literários/ necessito de doses de Brasil”) e vida (“nada nos prepara para a próxima hora”).
 


Ao responder perguntas do público, Guillermo deixou claro que a falta de reconhecimento do trabalho dele como escritor teria sido uma das principais causas do rompimento da parceria com o cineasta Alejandro González-Iñárritu. Enquanto o diretor leva todo o crédito da autoria de um filme, nomes importantes da equipe ficam esquecidos. Para Arriaga “o cinema é um ato de colaboração, todos criam uma obra de maneira conjunta”.

Será que na vida as histórias também se cruzam como nos livros e filmes de Guillermo? Ele tem certeza que sim. “Todos nós criamos estruturas narrativas sofisticadas todos os dias”. A mistura de cinema com literatura torna a obra de Arriaga ainda mais envolvente. Tanto nos filmes como nos livros os relatos têm sempre uma dose dolorosa de realidade.



"Espero que este livro entre em teu sangue e alimente tua alma
um beijo, Guillermo Arriaga"

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A 55ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre vai até o próximo dia 15. E como bem diz o slogan deste ano “Tem sempre uma emoção esperando por você”.